terça-feira, 15 de março de 2011

A BIBLIOTECA VIVA


BIBLIOTECA VIVA
                                                                                               
    Os árabes costumam dizer que cada idoso que morre é uma  Biblioteca Viva  que desaparece. Pela minha parte, vou tentar, com humildade, passar a escrito, para que estas memórias se não percam, a partir desta rubrica, com o nome de  BV- Biblioteca Viva - tudo o que vi, vivi e senti visto, que le temps qui passe  c´est  la mémoire qui  s´efface. 
                                                            
    Em tempos idos, eu via, com agrado, na TV o programa Conversas Vadias - do filósofo e professor Dr. Agostinho da Silva e , numa dessas conversas, eu  ouvi dele, mais ou menos, isto – À nascença todos os seres nascem iguais, já que todos trazem a mesma partitura na cabeça, só que durante a vida, cada um vai tocando a sua própria partitura em função da experiência que vai adquirindo ; Isto foi o embrião, melhor a chama, que nasceu dentro de mim, no sentido de explorar a citada expressão e ver o que poderia pesquisar, em relação ao mundo que nos rodeia e tentar perceber quais os motivos que estão na base de se ouvir com frequência – cada cabeça sua sentença - quando, em presença de pessoas , com o mesmo Egograma de  criança, adolescente ou adulto,  se comportam todas de maneira diferente.
     I
    Assim  irei tentar  abordar   os assuntos em relação às quais sinta que não deverão ficar a ocupar espaço na minha BV, no sentido de  poder libertar  memória para poder continuar a escrever a minha autobiografia, quase completa, que terei muito gosto  em partilhar convosco, caros leitores alguns excertos, cujo título é - A autobiografia de um humilde jovem que ficou órfão de pai e mãe, quando tinha um ano e dois, respectivamente, no ano em que a Segunda Guerra Mundial ainda estava no Inicio - logo que estejam reunidas todas as condições para que este meu desiderato esteja satisfeito. Peço, desde já desculpa por qualquer solecismo que, eventualmente - ninguém é perfeito - possam vir a encontrar.
     II
   O Povo diz que - A humildade é filha do amor, pois não se é humilde senão diante do que se ama - por outro lado, Shakespeare em Troïius and Cressilda escreveu - a humildade é o farol do sábio, mas , curiosamente, ainda - Aurélien Scholl - chamou-lhe - a capa do talento.   Para já, vou excluir o farol do sábio, que não o sou, mas vou tirar a capa para ver, se tenho o talento, necessário para dar seguimento à informação que me propus dar no meu Blogue.
   Assim, pegando na expressão latina – Ordiendus ab Ínitio – cá vai, para começar com o desenvolvimento do tema ,  OS DONS DA NATUREZA. Espero, caros leitores, que tenham tanta satisfação ao lê-lo como aquela que, ao escrevê-lo, eu tive.
No mundo criado por Deus, tudo é Dom, visto que:    
NA NATUREZA TUDO PODE SER BOM
NA  NATUREZA TUDO PODE SER MAU
NA NATUREZA TUDO EXISTE NA NAU
NA NATUREZA TUDO EXISTE, TUD' É DOM
      A partir  da aliteracia  que estes versos encerram vou tentar explorar ,como disse, este tema tão apaixonante que por ser ilimitado, começo por  dizer que , em relação ao que  o Dr.Agostinho da Silva disse quando afirmou que todos os seres vivos nascem iguais  e com a mesma partitura na cabeça,  na minha experiência  vivida existem algumas excepções , a saber:  Seres vivos com falta de visão, com deficiências  na fala - pselismo- , no olfacto- parosmia - se ausência total  ou anosmia se ausência parcial,  na audição, no paladar - agueusia, os chamados agueusicos, mudos e surdos-mudos, etc.  Não esquecendo, também,  os coxos, os marrecos e os aleijados; No entanto a regra pode ter e tem algum  conteudo de verdade ; Quem sou eu para o desmentir!   
   I
  Deus quando criou o mundo  diz-se que pensou em tudo para que  este fosse perfeito pelo que, ao criar todos os Dons que existem na Natureza,   disponibilizou a todos os seres vivos a possibilidade de, do conjunto dos Dons,  cada um fosse seleccionar aqueles que,   em cada momento da sua existência, melhor se adaptassem ao seu estilo de vida,  à medida que novos desafios lhes fossem postos pela sociedade;  Deus ,como Ordenador do mundo, criou este segundo uma determinada ordem e deixou para Seu uso  apenas o Dom da Ubiquidade, já que apenas Ele e só Ele pode estar em todos os lugares existentes no globo ao mesmo tempo.
  II
  No nosso alfabeto, vamos encontrar um número quase infinito de Dons em cada letra do mesmo ; Na relação seguinte,  irei  dar alguns exemplos para cada letra e tentar assim demonstrar a  aliteracia existente em cada verso deste tema.                                                         
                                                       ALGUNS EXEMPLOS DE DONS DA NATUREZA
A
B
C
D
Amar
Beijar
Comunicar
Dar
Achincalhar
Bloquear
Cooperar
Desafiar
Aceitar
Benfeitor
Cantar
Descobrir
Assertividade
Bondade
Caridade
Desdenhar
Apoiar
Burlar
Cleptomania
Detalhar
E
F
G
H
Economizar
Facilitar
Ganhar
Hipnotizar
Eficácia
Falar
Gastar
Hospitalidade
Elucidar
Faltar
Gabar-se
Humanizar
Emperrar
Fantasiar
Galantear
Humildade
Embalar
Fascinar
Gostar
Hostilizar
I
J
L
M
Idealizar
Jogar
Ladrar
Mentir
Igualdade
Julgar
Libertar
Meiguice
Ignorar
Jejuar
Lançar
Magoar
Imitar
Juntar
Lembrar
Maldizer
Impedir
Jurar
Lisonjear
Manipular
N
O
P
Q
Nadar
Obliterar
Prolepse
Qualificar
Neutralidade
Odiar
Poder
Queixar-se
Nivelar
Ofender
             Palavra 
Queimar
Normalizar
Oferecer
Pavonear
Quebrar
Negociar
Opinar
Permutar
Quantidade
R
S
T
U
Reconhecer
 Situar-se
Tachar
Ubiquidade
Rancor
Saquear
Tagarelar
Ultrajar
Reclamar
Sinceridade
Tergiversar
Unificar
Rebaixar-se
Seguir
Tirar
Usurpar
Reanimar
Servir
Uniformizar
V
X
Z
Vadiar
Xurdir
Zelar
Vangloriar-se
Xaquear
Zumbar
Velocidade
Xaropar
Zangar
Verdade
Xingar
Zarelhar
Viver
Xocar
Zangar
                                                                SELECÇÃO DOS DONS

 Antes de entrar no desenvolvimento do tema deste capítulo, quero sublinhar, em linguagem figurada,  a relação que a utilização dos Dons, em minha opinião, tem com a informática  e as máquinas de tratamento de dados, já que este problema se levanta  ,em 1954,  à IBM Francesa, quando não queria empregar o termo calculadora  porque esta palavra limitava as possibilidades da utilização da máquina , por um lado e por outro lado não conseguia exprimir todas as inovações técnicas que os novos equipamentos de tratamento de dados, naquela altura, já  possuíam.
   Assim, para resolver o problema a IBM  dirige-se,  então, ao  professor Jacques Perret,da Faculdade de Letras de Paris, que propõe restaurar  a palavra teológica Ordenador, caída em desuso há seiscentos anos, porque Deus era o grande Ordenador do mundo que quer dizer  aquele  que põe em ordem segundo um plano; Assim os Franceses passaram então a adoptar, e ainda hoje adoptam, a palavra Ordinateur e os americanos a  utilizar o termo Computer para designarem este tipo de equipamentos.
   Continuando no mesmo tipo de linguagem, em minha opinião, podemos comparar um  Ordenador a uma grande quinta murada e só com  um portão de entrada, porque  cada equipamento, ao ser disponibilizado no mercado, contempla apenas; O hardware, quinquilharia, quinta murada - e o firmware, conjunto de instruções programadas directamente no hardware -porta de entrada para receber os programas  cujas instruções foram feitas de acordo com as necessidades das várias actividades que se desenvolvem dentro da quinta.
    Este conjunto de programas que  são utilizados nos Ordenadores tem o nome de Software Operativo ; Assim,    cada conjunto de instruções escritas -  programa - é  costumizado - feito por medida -  de acordo com as necessidades específicas de cada utilizador final, pelo que há programas - pergaminhos - â frente veremos a razão da utilização deste termo - que são feitos para contabilidade,  industria hoteleira,   controlo de  stocks de armazém,   tratamento de texto,  etc. etc , Depois,  existem  seres com  o Dom de saberem  compilar as instruções necessárias para fazerem cada programa de acordo com as necessidades especificas de cada sector de actividade.
    I                                                                                    
   Agora , quando Deus ordenou o mundo de acordo com um plano,  disponibilizou na  Sua Nau - Base de Dados -  um conjunto infinito de Ideias e de Dons que ali co-habitam à espera  de que cada ser vivo ali vá descobrir - digo descobrir e não inventar porque não há alguém no globo que consiga inventar seja o que for,  porque, na Nau de Deus,  Base de Dados ,está lá tudo  - os Dons e as ideias necessárias para cada ser  criar, ou  ir criando os  Pergaminhos - programas - através da sua porta - cérebro - que o  irão acompanhar durante todas as fases da sua vida.
    II
  As dificuldades começam a aparecer depois,  porque não se fizeram as  descobertas certas para  o Pergaminho certo  no momento certo;  Há Dons que pela sua sublime grandeza deviam ser standard e estarem presentes em todos  os seres, com real  ênfase no Dom da Humildade - que já falei no inicio deste tema - e o de Saber Situar-se. 
  Quanto ao Dom Saber Situar-se André Siegfried declarava em  em Présentation de  l´Institut  des Sciences Techniques et Humaines:  "  Na minha opinião, a cultura geral consiste  essencialmente em saber situar-se . Um homem que não se situa, pode ser muito hábil, mas não é um homem de cultura geral; este último, possuindo  uma especialidade, sabe onde está e qual é  a relação da sua especialidade com o conjunto, E assim o que adquire ele? O sentido da medida,  da proporção, sem o qual não há juízo Deste modo aparecem  as relações da técnica e da cultura. A técnica  não é somente técnica, tal como a cultura não é sòmente literária. Aprender o particular  é a educação técnica , situar este particular no geral, aprender a ver o que há de geral no particular, eis verdadeiramente em que consiste a cultura.".
   Existem Dons como o de Desafiar - provocar,   convidar para um duelo - que não deveriam fazer parte de qualquer pergaminho e hoje, infelizmente,   este é até utilizado por  responsáveis políticos, quando  na sua ânsia da manutenção do Dom do  poder,  tudo fazem para nele permanecerem; Para estes  o Dom da humildade e o Dom  de saber Ouvir - aprende-se mais a ouvir do que a falar - não entrou nunca,  nem entrará  no seude  firmware.
   III                                                                                    
  Antes de passar à fase dos pergaminhos, queria chamar a atenção para o facto da Análise Estratégica se reger por três dogmas, a saber: 
    Iº DOGMA -  Todo o ser vivo tem sempre uma certa percentagem de liberdade  -  logo, se faz é por que quer.
   2º DOGMA - O indivíduo joga sempre  uma percentagem  da sua liberdade racionalmente - logo,  o indivíduo nunca é estúpido.  
   3º DOGMA  -  O individuo é racional - logo, quando age é sempre para aumentar o seu poder.
   IV                                                                                              
  Cada ser vivo deve fazer o seu egograma e verificar quais os seus estados de alma em função do seu enquadramento num dos dois grandes grupos da natureza, a saber: O das Certezas em que a generalidade dos seres se encontra, bastando-lhe para sobreviver, ter o Dom de Saber Ler; Claro que este grupo consegue sobreviver sem saber ler mas, como quem escreve um conto sempre lhe acrescenta um ponto, se não for uma palavra, é sempre melhor para estes serem  sempre regidos por normas escritas. Deste grupo nunca devem existir gestores, por que as ordens, ao serem emanadas , pelo grupo das  incertezas,  e uma vez afixadas, é só criar os mecanismos de controlo para que as mesmas sejam cumpridas; Ora, o grupo  das Incertezas, está reservado a um número mais restrito de seres que, ao utilizarem bem o Dom de Descobrir, conseguiram, associá-lo ,também, ao Dom da Prolepse , poder de antecipar os problemas e resolvê-los com antecedência; É deste grupo, que devem sair os futuros dirigentes.
  V                                                                                                                                                                
  Eric  Bern, médico psiquiatra americano, (1910-1970) criou a Análise Transaccional para lhe facilitar o diálogo com os seus pacientes, tendo este método depressa chegado à Europa e, em especial à França, onde a partir dos anos setenta começou a ser estudado e aplicado com enorme sucesso sobretudo nas classes dirigentes. Verifica-se hoje, que alguns seres deste grupo, só conseguem sobreviver utilizado o Pai Autoritário, que existe nos estados de alma que cada um de nós tem, no chamado PAC, para continuarem agarrados ao poder.
.
                  PAI
            ADULTO
            CRIANÇA
   Para isso encontrou em cada um de nós ,  um pouco de (P) Pai, que pode ser autoritário ou protector, um pouco de (A) Adulto e um pouco de (C) Criança que pode ser: Rebelde ou Submissa. O ideal era que todas as nossas relações fossem de Adulto para Adulto, o que infelizmente, nem sempre acontece.
   VI
   Hoje, em alguns casos, verifica-se, a existência de dirigentes que, para se defenderem das suas próprias insuficiência técnicas  e culturais,  usam e abusam do Pai Autoritário e só gostam de receber respostas do tipo Criança Submissa; Quando as respostas às questões saiem do tipo Criança Rebelde o interlocutor pode pensar em mudar de actividade. Quando, em tempo oportuno, virem excertos da minha autobiografia compreenderão melhor a razão de eu me ter reformado antes dos cinquenta e seis anos. 
   O dirigente, para o ser na sua plenitude, não  se pode esquecer de ir à Nau – Base de Dados -e  descobrir lá, para incluir no seu  Firmware, o Dom de Ser Aceite, porque  se encontrar lá o Dom de Se Impor deve deixá-lo  lá quietinho no seu canto.
  VII
  O verdadeiro dirigente nunca se deve impor, mas sim deve ter o Dom de Saber Ouvir já que se aprende mais a ouvir do que a falar como já disse anteriormente; Bergson aconselhava os dirigentes a pensarem com acção e a decidirem com o pensamento;  De Veni(s), Vidi(s) Vici(s)  ,conheci  só um na história e a mesma conta o que lhe aconteceu, refiro-me ,claro, a  Caio Júlio César, mas há outros  chefes por exemplo, F.J. Philips, presidente do grupo mundial Philips que contava com mais de  duzentos e cinquenta mil assalariados,  declarar, em Outubro de 1965, para  um brilhante  auditório de chefes de empresa em Londres  " Os patrões devem manifestar mais interesse pelos seus subordinados  dando-lhes as razões que os levam a  determinar certos actos ou a exigir certos serviços. Não basta dizer ao motorista que nos deve levar muito depressa a Milão  é também necessário explicar-lhe   a razão  por que temos de chegai lá rapidamente “. Eu conhecia  e conheço estes Dons e sempre os utilizei; Digo-vos, com os meus subordinados nunca tive qualquer problema, mas nunca tive a coragem, talvez por erro meu, em trazer os meus para fora do quadrado em que estava inserido pois,  os ingleses têm a expressão " Don´t race against the waves" , e eu para não ser promovido por Arabesco Lateral , Princípio de Peter, decidi adaptar-me à forma da vaga.



                                                    FEITURA E USO DOS PERGAMINHOS

    A  convicção, de que algo deve ser feito, em cada momento da nossa  vida, é o primeiro passo  para se atingir a razão e se possível, , tornar esta o mais justa e  inequivocamente  assertiva , na hora  e no momento ,em  que somos chamados  a;  Decidir, opinar, colaborar.a aceitar, julgar  etc, consoante as situações  com que nos confrontamos no nosso dia a dia.
   Disse o primeiro passo,  porque a  razão não se atinge a partir daquela, e ninguém deverá pensar que pode exercer  cabalmente  o seu papel na sociedade  a viver só  no mundo das convicções; Para isso, é importante que cada um de nós, ao longo da sua vida vá enriquecendo a sua partitura, utilizando na feitura de cada pergaminho- programa-  as idéias e os Dons  que existem na Nau de Deus, para atingir a razáo na sua plenitude.
  Cada pergaminho, tal como um programa feito para um ordenador,  deve  conter os Dons necessários e suficientes para responder às situações sempre que seja chamado, ou que por sua iniciativa, deseje intervir no conjunto em que estiver situado, donde para cada situação , como é óbvio, deve ser utilizado, da nossa base de dados.- cérebro - um pergaminho diferente.
  Deus, ao ordenar o mundo segundo um  plano criou este perfeito e deixou a cada um de nós a possibilidade de o continuar a manter perfeito, só que nem sempre a descoberta dos Dons e a maneira como são utilizados em cada pergaminho é a mais adequada e daí, quando na  descoberta  de algum Dom, este não é compatível com outro,por exemplo: :Humildade com arrogância, verdade com a mentira, caridade com a usura, etc é evidente que no Mundo da Natreza tudo pode ser Mau  mas,  se na  descoberta, por exemplo, aparecerem  os Dons de : Amar com  o de Hospitalidade, decidir com o da prolépse, verdade com o da sinceridade, etc, então tudo  no Mundo da a Natureza pode ser Bom e  deveria ser Bom , como foi a vontade de Deus quando o criou.  . 
   Dos poucos seres do grupo das incertezas que têm o Dom de Destruir,  nos seus pergaminhos,  deveriam, se querem seguir nesta sua peregrinação pela Nau de Deus e concomitante pelo mundo perfeito que Ele criou,   não utilizar o Dom de Adquirir, nem o de Construir armas para ofendê-Lo, bem como os restantes seres do grupo das certezas, que são a maioria, mas sim terem o Dom sublime da  Paciência para sofrer e não fazerem sofrer os restantes seres da Humanidade. 
  Portanto, como tudo isto existe na Nau de Deus, termino com os mesmos versos com que inciei este tema e que ao longo desta descrição tentei dar pistas para reflexão
  Finalmente: Os chineses  têm  o provérbio - Não me dês peixe ensina-me a pescar - e então agora, quando cada um quiser e entender necessário, que  vá agarrar  na cana para pescar o pergaminho  que deverá  utilizar na hora certa e no momento  certo, visto que,  para isso, não é preciso  ter o Dom de Saber Pescar., mas sim, como disse anteriormente, o de Descobrir.

NA NATUREZA TUDO PODE SER BOM
NA NATUREZA TUDO PODE SER MAU
NA NATUREZA TUDO EXISTE NA NAU
NA NATUREZA TUDO EXISTE, TUD' É DOM


Cumprimentos da Biblioteca Viva